SAÚDE MENTAL: Por Dra Manu Ramos Psicoterapeuta


O que é saúde Mental ? 1 tópico

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser considerada, um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e contribuir com a comunidade…
Em geral, os termos causam confusão. Mas basta lê-los com cuidado, pois são autoexplicativos. O primeiro refere-se à saúde e, os outros, à ausência dela. Não existe, porém, uma definição oficial para o conceito de saúde mental, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).




O termo está relacionado à forma como uma pessoa reage às exigências, desafios e mudanças da vida e ao modo como harmoniza suas ideias e emoções. Diariamente, vivenciamos uma série de emoções, boas ou ruins, mas que fazem parte da vida:



Assim, tê-la ou alcançá-la está muito longe da ausência de transtornos mentais. O desequilíbrio emocional facilita o surgimento de doenças mentais. Podemos dizer que a saúde mental contempla, entre tantos fatores, a nossa capacidade de sensação de bem-estar e harmonia, a nossa habilidade em manejar de forma positiva as adversidades e conflitos, o reconhecimento e respeito dos nossos limites e deficiências, nossa satisfação em viver, compartilhar e se relacionar com os outros -algo muito maior e anterior ao início dos transtornos mentais.

Manter a saúde mental, no entanto, não é tão simples quanto parece, principalmente nos dias de hoje. São muitos problemas…


O preconceito… 2 tópico 


Sim, o preconceito ainda é bastante presente na sociedade. Começando pelo lugar que a loucura ocupou na história - o louco como alguém a ser afastado, enclausurado, aquele que não compartilha da ‘mesma realidade’ que os demais. Durante bastante tempo a loucura esteve associada às questões metafísicas de forma negativa. Aquele intangível que está relacionado ao mal, ao descontrole, ao diferente. Hoje em dia, as questões de saúde mental ainda ocupam um lugar bastante nebuloso. Um diabético tem um exame com uma medida glicêmica que prova o que ele tem e o mesmo vale para questões cardíacas e as demais doenças crônicas. Como a saúde mental está no corpo e no meio, muitas vezes é concebida como uma fraqueza do sujeito, algo sobre o qual ele teria condições de atuar e não o faz. Por exemplo:

Combater o preconceito é sempre falar sobre o tema, propor debates e tentar entender que todo mundo tem seu jeito de funcionar, mesmo que seja bastante diferente do seu jeito. E tentar construir formas de convivências que não afastem quem é “diferente”. Na infância, por exemplo, as crianças com autismo têm bastante dificuldade de inserção nas escolas. Falta, da parte de todos, um pouco de empatia e flexibilidade para pensar onde encontramos o ponto comum. Não é que essas crianças não aprendem, elas aprendem de outro jeito. Não é que não sabem brincar, elas brincam de outro jeito. Mas a vida corrida não nos dá tempo de aprender o outro jeito de fazer as coisas.

No mundo adulto também falta bastante conversa sobre isso. Todo mundo tem que ser muito bom, o tempo todo. Tem que ser 100% em tudo: no trabalho, na família, na academia, na escola. Temos que falar mais sobre isso, temos que nos permitir sofrer quando é preciso, reconhecer o sofrimento do outro.

Dicas para melhorar sua saúde mental.

1. Adote uma alimentação saudável

1. Adote uma alimentação saudável
A alimentação equilibrada é indicada em qualquer contexto de saúde. Mas você sabia que ela tem uma relação estreita com a saúde mental? Primeiramente, um cardápio rico e variado em vegetais e alimentos saudáveis é capaz de fornecer nutrientes importantes para o bem-estar.

Isso porque ajuda a manter o bom funcionamento do organismo. Isso inclui as funções cerebrais — como memória e cognição —, a produção de hormônios relacionados ao humor, ao sono e ao bem-estar, além dos níveis de energia.

Pessoas com transtornos mentais, como a depressão, apresentam um estado leve de inflamação crônica. A alimentação saudável pode ajudar a combater esse processo inflamatório, enquanto um cardápio disfuncional pode contribuir para o agravamento. Sendo assim, se você ainda não mantém uma dieta equilibrada, busque a ajuda de um nutricionista.

2. Faça uma terapia com profissional
É comum que as pessoas achem que terapia com profissional é algo indicado somente em casos graves de doenças mentais e emocionais, mas isso não é verdade. Se pensarmos que todos nós temos nossos próprios problemas e que, muitas vezes, não sabemos lidar com eles, a lógica é que devemos procurar auxílio de um especialista.

Você não precisa esperar chegar ao limite para buscar a terapia. O tratamento psicológico dá o suporte necessário para conviver com os medos, aumentar a autoconfiança, lidar com os sentimentos, livrar-se das dependências e criar relações mais saudáveis. Todos esses benefícios se refletem não somente na vida pessoal, como na carreira e nos relacionamentos

2. Faça uma terapia com profissional

É comum que as pessoas achem que terapia com profissional é algo indicado somente em casos graves de doenças mentais e emocionais, mas isso não é verdade. Se pensarmos que todos nós temos nossos próprios problemas e que, muitas vezes, não sabemos lidar com eles, a lógica é que devemos procurar auxílio de um especialista.

Você não precisa esperar chegar ao limite para buscar a terapia. O tratamento psicológico dá o suporte necessário para conviver com os medos, aumentar a autoconfiança, lidar com os sentimentos, livrar-se das dependências e criar relações mais saudáveis. Todos esses benefícios se refletem não somente na vida pessoal, como na carreira e nos relacionamentos.

psicoterapia nos dá apoio para desatar as amarras. Além disso, nos oferece base para entendermos com quem devemos ou não nos relacionar.

3. Invista na qualidade do seu sono

Dormir bem é mais importante do que se pode imaginar. É durante o sono que o nosso organismo se regenera e faz as regulagens necessárias. Para você ter uma ideia, quem dorme mal pode ter a imunidade baixa por conta da produção ineficiente de anticorpos.

Quando falamos em saúde mental, podemos notar ainda mais a importância do sono de qualidade. Não é à toa que algumas pessoas que dormem mal acordam de mau humor, pois essa condição favorece o estresse e prejudica a regulação emocional. A saúde emocional das mães de recém-nascidos é um bom exemplo disso.

Vale lembrar que dormir com qualidade se caracteriza por horas seguidas de sono, sem ou pouca interrupção, e um despertar com sensação de energia recarregada. Ou seja, não está exatamente relacionado a muitas horas, mas o suficiente para o descanso merecido e bem-estar.


4. Pratique exercícios físicos


A prática regular de atividades físicas é recomendada não apenas por questões estéticas, mas também pela saúde. Exercitar-se frequentemente melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, o sistema cardiovascular. Além disso, leva mais nutrientes e oxigênio para as células.

Dessa maneira, faz parte dos hábitos que previnem doenças. Na questão de saúde mental, o papel das atividades físicas é primordial. Durante os exercícios são liberados hormônios que trazem sensação de prazer e bem-estar. Isso pode ajudar não somente a evitar problemas emocionais, como também ser um aliado no tratamento desses transtornos.

5. Saiba escolher com quem se relaciona

O relacionamento tóxico é aquele em que uma pessoa exerce certo poder sobre a outra, que se sente mal, por mais que nem perceba. Infelizmente, eles são mais comuns do que imaginamos e podem acontecer em qualquer relação, como as de trabalho, amizade, afetiva ou entre pais e filhos.

Uma relação saudável apresenta diálogo, compreensão, acolhimento e valorização. Ambas as partes do relacionamento têm liberdade de escolha, ou seja, não há sensação de domínio, medo e submissão. Se você reconhece que está em um relacionamento tóxico, é importante se libertar dele.

Sabemos que, muitas vezes, isso é bem difícil, pois na maioria dos casos são pessoas do convívio e que nutrimos certo afeto ou dependência. Por essa razão, é fundamental buscar ajuda profissional. A psicoterapia nos dá apoio para desatar as amarras. Além disso, nos oferece base para entendermos com quem devemos ou não nos relacionar.



6. Pratique o amor-próprio

Na correria do dia a dia, muitas vezes, não paramos para nos contemplar. Qual foi a última vez que você parou, enumerou as suas qualidades e se sentiu bem na própria pele? Saiba que esse momento de autocuidado e amor-próprio é muito importante para a saúde mental.

Vivemos um momento em que as críticas parecem vir de todos os lados e é comum que nos deixemos abalar por elas. Com isso, a autoestima é prejudicada e passamos a nos enxergar menos. Se você é do time de pessoas que cuida de todo mundo da família e se deixa por último, tire um tempinho para se admirar e praticar o amor-próprio.

7. Tenha um tempo para meditar

A meditação é uma técnica que conduz a mente para o estado de relaxamento por meio de respiração adequada e foco. Dessa maneira, diversos benefícios podem ser aproveitados, principalmente os que envolvem a saúde mental, como redução do estresse e da ansiedade, melhora do sono e potencialização da memória e da atenção.

Segundo pesquisa publicada na revista científica Health & Place, a qualidade do ar influencia diretamente as doenças mentais — quanto pior, maior o risco de enfermidades. Sabemos que nem sempre é possível morar em um lugar com ar puro, mas você pode aproveitar para ir até um local em meio à natureza para meditar e respirar um ar de melhor qualidade.

Gostou das dicas? Confira diversas outras sobre o tema aqui no blog do Vida Saudável!


Dra Manu Ramos Psicoterapeuta Comportamental 🤍



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