O que fazer quando o amor acaba? Saiba como agir!


Vivemos numa cultura que nos faz acreditar na eternidade de um sentimento forte e verdadeiro, como o amor. O problema é que, na prática, nem sempre é isso que acontece — e nem todo mundo dispõe de responsabilidade afetiva. E aí, o que fazer quando o amor acaba?

O assunto é bastante delicado, sobretudo por envolver duas pessoas, duas mentalidades, duas histórias, dois mundos. Pensando no quanto é difícil lidar com essa situação, preparei algumas dicas que podem ajudar. Acompanhe!

Quais são os sinais de que o amor acabou?

A primeira etapa dessa montanha-russa de sentimentos é identificar se, de fato, o amor sumiu na relação. Afinal, pode ser que o casal esteja vivenciando uma crise facilmente contornável — quando há interesse mútuo em fazer com que isso aconteça, claro.

Quando esse não é o caso, é pertinente avaliar alguns aspectos que costumam indicar o esgotamento do sentimento amoroso. O mais comum (e o mais subjetivo) é aquela voz interior, a famosa intuição, dizendo que não dá mais.

Outro indício típico é a distância pessoal, por exemplo, em que momentos a dois são evitados ao máximo. Os programas românticos não existem mais e qualquer desculpa é motivo de não dividir o tempo com o parceiro ou parceira. Além disso, as partes:

* começam a ter planos de vida diferentes;

*imaginam um possível futuro longe uma da outra.

*Sentem alívio ao ficarem sozinhas, principalmente em ocasiões que antes eram prazerosas quando acompanhadas;

*perdem a confiança no relacionamento;

*ficam sem comunicação;

*desenvolvem uma espécie de compulsão por algo que substitua a relação (jogos, trabalho, atividade física etc.);

"alimentam um sentimento de culpa por não quererem estar uma com a outra.

Por que isso pode acontecer?
Todos os tipos de relacionamento são complexos, mas cada caso é um caso. Portanto, solucionar essa questão depende de uma análise profunda de cada casal. Geralmente, relacionamentos abusivos são carregados de atitudes tóxicas capazes de fazer os sentimentos bons desaparecerem. Mas não é só isso.

O ciúme retroativo ou o excesso de carência afetiva também podem sufocar o outro e fazer com que aquele contexto íntimo não traga mais felicidade. E nenhuma pessoa é obrigada a viver triste, com certeza! Agora, também é possível que o tempo de convivência tenha acarretado desgastes.

Sabia que até a pandemia de COVID-19 pode contribuir com o final (não tão feliz) do amor? Com o isolamento social, vários casais passaram a conviver mais dentro de casa, fato que desencadeou mais conflitos, discussões e brigas. Foram mais de 7 mil divórcios no Brasil entre maio e julho de 2020, um aumento de 54% em relação ao início da crise sanitária.

O que fazer quando o amor acaba?

Então, quando o sentimento desaparece, o ideal é terminar o namoro ou se divorciar? O melhor a fazer é interpretar a realidade com uma boa dose de empatia, já que o impasse traz dois pontos de vista diferentes. Nesse sentido, é fundamental ter sinceridade com suas próprias emoções e respeitar a história do relacionamento.

O passo inicial é sair da zona de conforto e ir em busca da felicidade, seja na separação, seja na reconciliação. Aqui, é preciso se colocar no lugar do outro e explicar também o que você sente. Não adianta viver em negação, como se a relação amorosa estivesse perfeita, certo?

Se o amor “evaporou no ar”, é urgente tomar uma atitude. A reflexão e todas essas práticas podem ser difíceis, até porque a rotina e o comodismo imobilizam as pessoas. Então, vale a pena procurar ajuda profissional, como psicoterapia individual ou de casal.

Se ambos estão dispostos a reconstruir seus sentimentos quando o amor acaba, o apoio psicológico é valioso, pois auxilia na luta por aquela “última oportunidade”. Mas se for o caso de realmente seguir em frente, o acompanhamento especializado guia para a melhor tomada de decisão.

Agora, se o relacionamento já teve seu ponto final, precisamos conversar um pouco mais. Afinal, o que fazer para superar um término de namoro? 

Afinal, o que fazer para superar um término do relacionamento?

Pode ser que tenha durado um mês, um ano ou uma década — todo relacionamento amoroso gera memórias interconectadas que, querendo ou não, tornam o processo de superar um término de namoro um tanto complexo e doloroso para algumas pessoas.

O casal faz parte de um sistema cognitivo interpessoal. Por isso, o rompimento da relação pode envolver uma mistura de sentimentos: dor, raiva, ressentimento, tristeza, solidão, carência, medo e, em alguns casos, até alívio e segurança.

Sim, mesmo ao terminar um relacionamento que estava ruim, ainda fica a dor da separação e resquícios de acomodação. Então, como superar um término de namoro sem sofrimentos que desencadeiam quadros emocionais mais sérios e preocupantes? A seguir, explico algumas possibilidades!
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Aceitar as emoções

Não importa como foi o término: se foi conversado, se houve traição, se acabou o amor, se a outra parte simplesmente descobriu que não queria mais etc. A ausência da pessoa, pelo menos nos primeiros dias ou semanas, vai ser, de algum modo, marcante e gerar sentimentos novos.

Algumas das atitudes mais comuns entre as pessoas que estão passando pelo fim de um relacionamento são a de se culpar pelo término e a de se ocupar com várias atividades para evitar a aceitação das novas emoções. Também é frequente o intuito de reprimir os sentimentos por vergonha ou medo de reconhecer o que está sentindo, para ter a sensação de que já superou o rompimento.

Contudo, depois que um relacionamento realmente acaba, não dá para continuar vivendo em negação. O primeiro passo da superação está em aceitar o que aconteceu e lidar com todas as emoções envolvidas nessa situação de luto.

Praticar o autocuidado.

Enquanto você se abre para aceitar todas as sensações e emoções negativas ocasionadas pelo término do namoro, também é válido preencher o vazio deixado pelo outro com um ingrediente poderoso e necessário: o amor-próprio.

O sentimento de culpa pelo rompimento da relação pode até surgir no início, mas ele deve ser substituído aos poucos pelo autocuidado. Quem era você fora ou antes do relacionamento? Essa pessoa está precisando de carinho e atenção.

Aproveite o tempo que antes era compartilhado para fazer o que você gosta, praticar algum exercício, aprender algo novo ou apenas descansar, dormir bem e se mimar de alguma forma: uma massagem, um presente ou até uma viagem, por exemplo.

Esse é um bom momento também para retomar alguma atividade que você curtia antes do relacionamento, mas que, por algum motivo, deixou de fazer. Deixe a criatividade fluir para adotar hábitos que realmente contribuam para o seu bem-estar.

Buscar apoio e acolhimento de pessoas queridas.

Por mais que a dica anterior seja eficaz, às vezes é difícil se reconstruir na solidão — e tudo bem! Nesse sentido, vale a pena contar com o apoio de amigos e familiares queridos, que estão ao seu redor para acolher e cuidar, sem julgamentos.

Se o namoro era daquele tipo tóxico, que afasta amigos e família, esse é, inclusive, o melhor momento de refazer os laços prejudicados pela privação das relações externas ao relacionamento amoroso. Essa rede de suporte emocional é muito importante!

É fundamental ter em mente que, além do amor romântico, existe o afeto das pessoas queridas. Ao se aproximar de quem quer ver você bem, é mais fácil desapegar do medo da solidão e do sentimento de que não é uma pessoa amada.

Por isso, mande mensagem para os seus amigos e familiares e busque fazer alguma atividade em conjunto. Às vezes, uma simples videochamada com uma pessoa querida já é o suficiente para recuperar os ânimos e melhorar o humor.

Respeitar o tempo de cura.

Aqui está, talvez, a dica mais valiosa quando se trata de superar um término de namoro. Afinal, muitas pessoas tendem a fechar os olhos para a situação e fingir que nada aconteceu — como se quisessem apagar as lembranças e memórias da relação passada.

O tempo de cura, no entanto, merece ser respeitado. O ideal é aproveitar a fase para desenvolver o autoconhecimento, fazer mudanças de hábitos necessárias e, até certo ponto, afastar-se de redes sociais e parar de procurar informações sobre o outro.

Toda essa curiosidade ou tentativa de reaproximação é uma tortura, que só impede a ferida de cicatrizar. Engatar em um relacionamento seguido do anterior também é um erro, já que você não terá a chance de avaliar o que de fato aconteceu e como é possível ter relações mais sadias e prósperas no futuro.

Sendo assim, respeite os seus sentimentos. Saiba lidar também com as idas e vindas das emoções. É muito comum achar que superou o término, mas no dia seguinte se sentir triste novamente. O processo de cura não é linear, e aceitá-lo é um forte ato de autocuidado.

Fazer mudanças em sua vida.

Outra prática muito eficiente para superar o término de um relacionamento é a mudança. Aqui vale desde trocar os móveis da casa de lugar até um novo corte de cabelo. Uma atitude de transição ajuda a entender melhor que essa é uma nova fase da sua vida e, de certa maneira, alivia os sentimentos ruins.

Além disso, não é preciso fazer mudanças drásticas para se sentir melhor com o fim do namoro. Às vezes, apenas adotar um novo hábito, como fazer uma caminhada ao acordar, já é uma alteração na rotina que traz benefícios.

Não ter medo de buscar ajuda profissional.

Agora, se o processo de superar o término de namoro estiver muito difícil, é válido procurar ajuda profissional. A psicologia traz ferramentas como a Terapia Cognitiva Comportamental, que dá a oportunidade de você conversar sobre o que houve com alguém que realmente tem preparo para ouvir e acompanhar sua evolução.

Não tenha medo de aceitar que precisa de uma ajuda profissional, muito menos sinta vergonha disso. Lembra que o autocuidado é fundamental para a sua vida, independentemente da situação em que você se encontra? Então, a atenção para a saúde mental é apenas uma maneira de colocar isso em prática.

Aos poucos, à medida que as sessões de terapia avançarem, será possível notar mais facilidade em falar sobre os seus sentimentos e em lidar com todas as emoções de um término de namoro. Além disso, você vai perceber como esse espaço ajuda a ter mais autoconhecimento e a tratar de vários outros assuntos que são difíceis de conversar.

Como a gente observou, superar um término de namoro é um processo não linear e muito pessoal. Portanto, evite se comparar com outras pessoas e tire esse momento para cuidar mais de você e encarar os seus sentimentos com mais sinceridade. Lembre-se também de que pode contar com uma rede de apoio sempre que precisar.

O que achou das dicas? Fizeram sentido para você? Então, aproveite a oportunidade e compartilhe o post com os amigos nas suas redes sociais!


Dra Manu Ramos Psicoterapeuta Comportamental.




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